quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Nos vamos deixando levar

Se muitos noticiaram que a abstenção mais não era que a imperfeição daqueles que faziam da politica a sua vida, outros tentaram alertar para que não nos deixássemos levar neste mar calmo que ninguém queria agitar e utilizássemos conscientemente e útilmente o nosso voto. Nunca nem ninguém deveria deixar de se questionar sobre o que aconteceria quando a abstenção fosse de tão modo elevada que se pusesse em causa o resultado sufragado ou quando esse frio número percentual desse aos políticos a razão para que viessem alvoraçar esse mar tranquilo.
Para mim a questão sempre passou pela vivacidade de alguns políticos, quase sempre a maioria, e o desembaraço que realmente lhes é congénito em tornar útil aquilo que lhes parecia desvantajoso. Atente-se ás palavras de Francisco Assis e reflicta-se. Deixámos nos ir neste embalo ameno e acabámos a alienar o futuro daqueles que dizemos mais amar, os nossos filhos.
´Não faz qualquer sentido estar agora a promover um referendo. Para mais já se verificou no país que o referendo é um modelo de organização da decisão politica habitualmente pouco participado´.