

Foram duas semanas em que retirámos dos neurónios o peso das preocupações que atormentam nos restantes dias do ano. Foi o vestir apenas o calção, calçar os chinelos e colocar a toalha a abraçar-nos pelo pescoço, e sentir por entre os dedos dos pés a areia fina e a água salgada. Mas não é só os prazeres da praia, é a despreocupação das refeições fora de horas e quase ao sabor da imaginação e dos sabores, é o perder do tic-tac do relógio e tudo o que é rotina, é a revelação de novas imagens pelos nossos olhos que se passeiam nas ruas cheias de gente, das luzes que brilham nos bares, enfim, são os dias de férias.
